8 de dezembro de 2011
- Eu vou querer um XPTO com coca e batata pequena e…
- Senhora, sua batata pequena é pequena ou média?
Pausa minha. Dois segundos.
- É pequena. É isso. Minha batata pequena é pequena.
- Certo. Mas é pequena normal ou pequena da oferta?
Pausa minha de novo. A da oferta não é média? 4 segundos.
- Ahnnnn… É pequena pequena normal.
Pausa da atendente. Cara de pena.
- É aquela pequena daquele preço ali? – apontando um display que não vejo com um preço que não enxergo.
- Tem outra?
- Tem, mas fica mais caro.
- É aquela mesmo.
Recebo uma batata média.
Nem ouso pedir o refrigerante light sem gelo…
18 de novembro de 2011
A gente pensa que é especial. A gente pensa que é diferente. A gente pensa que com a gente é diferente. Ou que foi, ou que será.
A gente sonha, a gente se ilude, constrói castelos, faz planos, nutre esperanças. E acredita que nunca se deixa enganar.
A gente se julga distinto, único em sua espécie.
Mas a gente é gente. Tão igual às outras gentes, tão semelhante a todo mundo, mesmas ações, mesmas reações. A gente se repete. Tão crédulos seres humanos, seres repletos de contradição.
E já dizia Luis Fernando Veríssimo, “o ser humano é o único animal que sabe que vai morrer, mas que pensa que é eterno”.
24 de outubro de 2011
1 Para tudo há um tempo determinado, sim, há um tempo para todo assunto debaixo dos céus: 2 tempo para nascer e tempo para morrer; tempo para plantar e tempo para desarraigar o que se plantou; 3 tempo para matar e tempo para curar; tempo para derrocar e tempo para construir; 4 tempo para chorar e tempo para rir; tempo para lamentar e tempo para saltitar; 5 tempo para lançar fora pedras e tempo para reunir pedras; tempo para abraçar e tempo para manter-se longe dos abraços; 6 tempo para procurar e tempo para dar por perdido; tempo para guardar e tempo para lançar fora; 7 tempo para rasgar e tempo para costurar; tempo para ficar quieto e tempo para falar; 8 tempo para amar e tempo para odiar; tempo para guerra e tempo para paz…
21 de outubro de 2011
Preciso me disciplinar… não dá para escrever apenas uma vez por mês (às vezes nem isso).
Principalmente porque as palavras estão sempre brotando na minha cabeça. Brotando e tomando corpo. Só que geralmente elas fazem isso num momento em que eu não tenho como anotá-las.
Netbook, tablet, celular, papel e caneta, alguma coisa eu tenho que ter por perto para esses momentos de parto literário. Na cabeceira da cama, na mesa de jantar, ao lado da televisão e por que não, no armário do banheiro?
Se não, as estórias nascem e diferentemente de filhos, que temos que sustentar, cuidar, criar, ensinar, acompanhar, as estórias nascem formadas, adultas e se vão. E não voltam nem para um cafézinho, as ingratas… Nunca mais se lembram de mim, porque eu também nunca mais me lembro delas. Ingrata eu…
18 de setembro de 2011
O IRA! diria: envelheço na cidade… mas não envelheço hoje… e prefiro Casablanca… mais chique e mais subjetivo…
BFF quem envelhece hoje na cidade… as time goes by…
Happy birthday e feliz aniversário… nenhum dia se passou…